segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Auto-Afirmação

Gastei algum tempo considerando teorias sobre auto-afirmação, e percebi que, como eu, muitas pessoas perseguem o ideal do auto-reconhecimento [ a busca incessante pela auto-suficiência psicológica, física e, fatalmente, financeira] .
À medida em que acelerava a busca por respostas, mais perguntas se aglomeravam em minha cabeça...
O auto-conhecimento, pra mim, era o que me traria segurança em mim...
Me conhecer (e entender) por completo parecia o ideal a ser perseguido...
E a cada passo dado em direção a esse "sonho", mais distante eu me encontrava, sem perceber, de mim!
Decisões erradas, falsas sensações de certeza... na perseguição desenfreada que eu travava atrás de mim, me vi completamente enganada.
Criei ilusões [vividas como realidade absoluta] ao invés de me relacionar de fato.
Por mais que eu corresse, nadasse, pedalasse ou até voasse, toda fuga acabava no 'Start' da Corrida do Inalcansável Eu.
Em meio a essa loucura inabalável, pude parar uns instantes para avaliar [separadamente] as relações humanas... E foi aí que entendi onde e porquê me perdi de mim...
Construí um castelo de diamantes [supostamente indestrutível] como morada do meu amor por alguém...
Não considerei que morada de sentimentos, tanto quanto os mesmos, são intangíveis...
E meu castelo caiu.
Junto com ele, caíram minha auto-estima, senso auto-crítico e senso de realidade, entre outros parafusos abalados pelo desabamento.
Deste momento em diante, comecei a procurar as tais repostas [já citadas]... e, não encontrando mais que outras perguntas, respostas imaginadas (expeculações mesmo) começaram a surgir...
Depois de muito "viajar" em relações meramente imaginadas, [- leia-se > tentativa de achar em outro alguém o que eu tive num passado bem presente, e de reconstruir, das cinzas, meu castelo-] comecei a entender que jamais acharia algo como o que passara...
Por quê, então, perseguir um ideal questionável?
Eis que li [em algum lugar que agora me foge à mente] uma frase que talvez tenha mudado minha concepção sobre as relações em que me atrevia a continuar começando:
- Os DISPOSTOS se atraem, enquanto os OPOSTOS se distraem -
Claro que minha interpretação foi bem além de tão somente me decidir a não mais me enganar em relações inexistentes, forçadas, SONHADAS...
Eu percebi que, disposta, eu vou onde quiser...
Certamente eu não encontrei o tal EU que tanto me tirara o sono...
Mas ainda mais certo é que não me oponho mais à mim!

Algumas considerações: as palavras IDEAL, IDEALIZADO e afins, se referem a tudo que foi SONHADO... sim, meramente IMAGINADO!