segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

DEJA VU - ENSAIO SOBRE A PERVERSÃO - EXTERNANDO MEU DESEJO

É como se já nos conhecessemos...
Você esteve no meu sonho na noite passada...
Eu olhei seu rosto e nada é capaz de mudar o que senti, o que ESTOU sentindo...

Sua voz soa como a melhor música que já ouvi...
Seus olhos são armadilhas em que me prendi...
Você diz "Oi", eu fico hipnotizada por seus lábios...
E fico imaginando como seria te beijar...

Eu não sei você, mas eu acredito em DEJA VU...
Prévias que o Destino nos dá sobre as cenas que estamos prestes a "filmar"...
Talvez o sonho seja mera formalidade da imaginação...
Manifestando o desejo, por indescritível que é, embora sensível ao corpo...

E o corpo, mais sensível, teima em tremer e sangrar, por cada poro, o suor do meu desejo imaginado, proibído, descarado...
Toda gota, como a chuva, vem em direção aos meus pés...
E o teu esforço telepático, esvai minhas forças até a carne sucumbir ao labirinto...
Me faz achar aos tacos frios do assoalho, meu descanso e meu abrigo...