terça-feira, 9 de outubro de 2012

Se a felicidade são realmente apenas alguns momentos
E a vontade que ela seja plena beira a utopia
Como dizer não a um pedido?!

Sincero ou dissimulado
Um sussurro de um pedido debochado
Indagando quase imperativo
Se eu posso ficar

Não que seja ordem, imposição
Sei que sempre posso dizer não
Isso se o coração me deixasse negar

Deixa o sonho aproximar
A ideia de que isso existe
E, se em sonhar é permitido quase tudo,
Eu derrubo com um sopro qualquer muro

Sopro um verso de um poeta qualquer
E essa noite seja nosso o que vier
Que amanhã é outro dia
E eu volto a ser senso comum

E por mais que seja sempre um dilema
Sempre acaba em novos versos, num poema
Eu grito NUNCA MAIS
Até você voltar...