quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

ENSAIO SOBRE A TRAGÉDIA

À companhia das estrelas e da lua, permito que a realidade me escape por entre os dedos, como as lágrimas me escapam aos olhos cerrados, motivados pelo ceticismo presente nas minhas orações...
A prece vem, pra um deus pagão qualquer, que embala a solidão da comunhão boemia...
As luvas, de pelica, já à disposição das mãos - aos espasmos- por tomá-las como à uma arma mortal e cruel...
O TROCO, por maior e mais instintivo que possa ser, aparece como mero figurante na tragédia shakespeariana em que o transformei na minha imaginação fértil, cultivada pela sua inconstância...
O FIM???
Morremos nós, nus de apego e verdade...
Vestidos somente de sangue e lágrimas... À luz das velas, outrora acesas pelo romantismo, oculto em uma aventura de pais brigões e hipócritas...
Morremos sim...
Um pro outro...
Como o outro, pro um, sempre fora a sombra de seu desejo personificado na parede, pela vela que acendera para sair da irrealidade da solidão que sente durante o dia...