terça-feira, 12 de junho de 2012

À DERIVA

Alguns dias são melhores que outros...
Digo, nessa empreitada que é o desafio de "desacostumar" com a presença de alguém...
Hoje, posso afirmar, não é um desses melhores...
Um dia após completarem exatas 4 semanas, o fim teima em soar como mentira... mesmo diante de uma veemente realidade contrária ...
Me encontro, ainda, pescando, apaixonada e à deriva, uma vez que, encantada por esse verde de mar profundo, ancorei, sem porto seguro, sem remos nem velas, por não considerar precisar...
A perspectiva de amargar o balanço quase inerte das ondas - que eu desejava me cuspirem fora, como quando me engoliram, vorazes - é desesperadora...
Meu peito, correnteza abaixo, nesse rio de sentimentos tão confusos e perturbadores... que antes desaguavam nesse teu mar revolto, (de paixão,) já não encontra o encontro e agora transborda o desperdício em represar mais do que a capacidade...
As perguntas são muitas e, ainda, insistentes...
Mas talvez, como dissestes, hajam perguntas para as quais jamais encontraremos respostas...
Especialmente quando iniciam-se de "por quês" inseguros e infundados como os meus...
Me encontro, AINDA, nem mais nem menos que antes, pescando, desavisada, apaixonada e à deriva...